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O Futuro do OAU em Portugal

 


“Nós lá em casa já praticamente não usamos óleo para fritar”


É uma frase que ouvimos todos os dias da boca de clientes, alunos, pais, professores, familiares e inclusivé de nós próprios na EcoX. 


Contudo, basta pensar alguns segundos para detectar várias ocasiões que em casa ou num restaurante comemos um alimento frito. 


Olhando para lá do nosso quotidiano, e olhando para os dados de consumo de óleo alimentar nacional e mundial constatamos que o consumo de óleos alimentares não está a reduzir mas sim a aumentar, nalguns países significativamente. 

Ainda que alguns tipos de óleo vegetal mais saudáveis estejam a tornar-se cada vez mais populares, nomeadamente os que se caracterizam por uma percentagem mais elevada de gorduras não saturadas, todos os óleos vegetais - novos e usados - prejudicam o ambiente de igual forma quando incorretamente descartados.


Qualquer que seja o aumento no consumo nos próximos anos, é necessário que nos preparemos ambientalmente, legalmente e logisticamente para esta problemática - que à semelhança do que se passa com outros resíduos - merece muita atenção e permanente controlo legal.


Em Portugal o descarte no sector da restauração tem já há vários anos uma pressão legal que faz com que cerca de metade do OAU gerado seja recolhido e acabe valorizado em biodiesel. Infelizmente o mesmo não se passa no sector doméstico, em que 98% de todo o óleo ainda é deitado ao lixo ou na rede de esgotos.


Na EcoX achamos que além da consciência ambiental que cabe a cada um ter, o retorno financeiro na reutilização de um resíduo é a razão principal pela qual ele é descartado adequadamente. 


Plástico, o grande problema


Já vemos em alguns países de 1º e 3º mundo a recolha selectiva de plástico ser motivada por uma componente económica. Nos países de norte da Europa já há sistemas mecânicos que na entrega de latas de alumínio ou garrafas de plástico dão em troca um talão de crédito a ser usado em produtos ou serviços. Em contraste com esta tendência nórdica vemos uma outra tendência iniciar-se em países de terceiro mundo (Índia), motivada puramente por fatores de necessidade económica, em que empresas pagam alguns cêntimos por Kg de plástico PET recolhido das ruas, cursos de água e oceanos. Apesar do retorno ser bastante reduzido - cerca de 15 cêntimos por Kg - é já a única forma de subsistência para milhares de famílias.




E os Óleos Alimentares?


Os óleos vegetais serão os próximos a seguir esta tendência. 

Na EcoX estamos focados em dar um destino seguro e rentável às 153 toneladas de OAU geradas por dia só em Portugal.


Em teoria, poderíamos suprir todas as necessidades de detergentes a nível nacional ao valorizar todo o OAU gerado no país. 

Para nos aproximarmos desse cenário idílico tomámos a iniciativa - juntamente com outras entidades - de iniciar um programa inovador a nível mundial de recolha de óleo e conversão em detergentes ecológicos, num esquema de economia circular que beneficia financeiramente todas as entidades envolvidas e traz um impacto positivo ao ambiente inédito nesta área.


O Programa Green Grease será apresentado nas próximas semanas e será o primeiro passo para futuros programas nacionais e internacionais de recolha e valorização de OAU abertos a todas as entidades e cidadãos. 


Paralelamente a estes programas, a EcoX avança rapidamente para a solução doméstica das pastilhas de saponificação, que permitirão a qualquer pessoa criar os seus próprios detergentes ecológicos de forma segura em sua casa. 


Até lá, continuaremos a explorar novas ideias, a melhorar os nossos produtos e a aumentar o nosso impacto positivo no ambiente, sempre com base no feedback dos nossos clientes e amigos.