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A pegada da indústria têxtil no ambiente

80% das fibras usadas na roupa não são recicláveis e, segundo a Associação Portuguesa do Ambiente (APA), nós portugueses deitamos fora cerca de 200 mil toneladas de têxteis por ano.

A roupa é um bem essencial todos os dias, em todas as estações, faça frio ou faça sol. Todos gostamos de andar bem arranjados sobretudo em momentos especiais e, por vezes, torna-se difícil passar pela nossa loja favorita e resistir a uma peça de roupa que vemos e adoramos, certo? A roupa é cada vez mais acessível e bonita e o nosso impulso é cada vez maior na hora da compra.

Mas sabes qual é o tamanho da pegada da indústria têxtil no ambiente? Fica a conhecer o ciclo de vida de uma peça de roupa, os impactos ambientais do fast fashion e soluções mais sustentáveis.

A vida de uma peça de roupa

O aumento do número de tamanhos e feitios, de marcas no mercado e da publicidade sobretudo em meios como as redes sociais são fatores que podem originar um aumento na compra de roupa. O aumento da oferta e a possibilidade que algumas marcas dão de personalização também podem ser considerados outros dos fatores.

De acordo com a Comissão Europeia, em 2015, cerca de 6,4 milhões de roupa nova foi comprada pelos europeus. A indústria têxtil é a segunda mais poluente do mundo, inclusive nas suas várias suas fases: produção, fabrico, transporte e na própria utilização por parte dos consumidores ao lavar, secar e engomar.

E conheces a vida de uma peça de roupa desde que é produzida até ser descartada?

Gráfico que demonstra o ciclo de vida de uma peça de roupa

Imagem 1 – Gráfico que demonstra o ciclo de vida de uma peça de roupa. Fonte: https://www.publico.pt/2019/11/29/infografia/pegada-roupa-391

Nós portugueses deitamos fora cerca de 200 mil toneladas de têxteis por ano

Os impactos ambientais da indústria têxtil

Da própria matéria-prima ao aterro uma “simples” peça de roupa passa por diversas fases e todas elas têm impactos ambientais duradouros quer seja no ar, nos solos e até mesmo na água disponível.

As matérias-primas para produzir roupa também dão problemas

De acordo com a Comissão Europeia, a produção das matérias-primas é a responsável por grande parte da pegada da indústria têxtil no ambiente:

  • Algodão: é uma matéria-prima que requer grandes quantidades de água, fertilizantes e pesticidas;
  • Poliéster: ao contrário do algodão não precisa de tanta quantidade de água mas, por outro lado, é feito de combustíveis fósseis e não é biodegradável. Para além disto, as roupas feitas deste material podem libertar cerca de 700 mil fibras microplásticas que acabam por afetar os ecossistemas;
  • Celulósicos sintéticos: são derivados de celulose feita de polpa de madeira dissolvida das árvores e que representam 9% das fibras usadas nas roupas da UE existem o corte de várias árvores todos os anos.

Emissões de gases com efeito de estufa

Segundo o estudo “Impacto Ambiental do Vestuário Global e estudo da Indústria de Calçados”, da Quantis, a indústria do vestuário e do calçado são responsáveis por cerca de 8% dos gases com efeito de estuda a nível global. O calçado tem uma percentagem de 1,4% e o vestuário de 6,7% dos impactos climáticos.

Através da seguinte imagem, produzida no mesmo estudo, é possível compreender que nas várias etapas da vida de uma peça de roupa é libertado CO2. Isto porque a indústria têxtil, centrada no continente asiático, está depende do carvão e do gás natural para produzir eletricidade e calor.

Gráfico que retrata a Emissão de CO2 em cada fase do ciclo de vida de uma peça de roupa

Imagem 2 – Emissão de CO2 em cada fase do ciclo de vida. Fonte: https://quantis-intl.com/wp-content/uploads/2018/03/measuringfashion_globalimpactstudy_full-report_quantis_cwf_2018a.pdf

É possível perceber que as etapas do tingimento e acabamento, da preparação e produção das fibras são as que mais originam as emissões de CO2.

De forma prática e direta, o transporte, a criação de animais (por exemplo, a ovelha), o tipo de fibra usada (por exemplo, e neste caso, o poliéster que deriva do petróleo) e a necessidade de fontes de energia são os responsáveis pela libertação destes gases.

A indústria do vestuário e do calçado são responsáveis por cerca de 8% dos gases com efeito de estuda a nível global

Impacto na água

Ao nível da água também as mesmas etapas são as que mais têm consequências com especial destaque para a produção das fibras, seguida do tingimento e acabamento. Enquanto na produção das fibras a água é retirada do ambiente e após o processamento é devolvida de forma poluída, no tingimento e acabamento é usada uma grande quantidade de água e de químicos tóxicos.

Gráfico que retrata a extração de água em cada fase do ciclo de vida

Imagem 2 – Extração de água em cada fase do ciclo de vida. Fonte: https://quantis-intl.com/wp-content/uploads/2018/03/measuringfashion_globalimpactstudy_full-report_quantis_cwf_2018a.pdf

Poluição dos solos

Várias das peças de roupa a que temos acesso vêm do algodão, certo? A produção desta matéria-prima, para além da elevada quantidade de água (cerca de 10 000 litros por cada KG), faz uso de pesticidas que acabam por poluir os solos.

Impactos na saúde humana

Este também é uma das temáticas que estão em cima da mesa devido à utilização de químicos para alguns processos de produção assim como a ingestão de água que possa ter sido contaminada.

Para além disto, esta indústria é produzida em países em que a mão de obra tem um custo baixo o que faz com que os colaboradores tenham salários baixos e condições de trabalho precárias.

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E tu? Como podes diminuir a tua pegada têxtil?

Tens roupa a mais e não sabes o que fazer com ela? Queres diminuir a pegada da indústria têxtil no ambiente e a quantidade de vezes que adquires nova roupa? Sabe algumas dicas:

Aposta no Slow fashion

Contrariamente ao fast fashion, esta tendência tem como objetivo fazer com que compres menos quantidade de roupa mas de melhor qualidade para que a consigas manter e usar por mais tempo. Neste caso, o comércio tradicional e lojas em pequena escala que usem materiais locais podem ser uma ideia;

Cuida da tua roupa de forma ecológica

Usas os detergentes certos que abraçam o ambiente e dão conforto à tua roupa? Os detergentes ecológicos EcoX são feitos a partir do óleo alimentar usado e, como são concentrados, evitam que tenhas a necessidade de usar tanta quantidade de detergente. Para além disso, são vegan e 100% biodegradáveis.

A utilização de detergentes amigos do ambiente é imprescindível para reduzirmos a pegada ecológica no tempo de vida de uma peça de roupa. Ainda mais se pensarmos que muitos dos produtos naturais que usamos podem ajudar a restaurar a nossa roupa, prolongando, assim, o seu tempo médio de vida útil.

Os branqueadores naturais, como é o caso do Branqueador EcoX, à base de percarbonato que ajudam a restituir o aspecto original de muitos tecidos e remove diversos tipos de nódoas.

Aluga roupa

Alugar roupa para momentos únicos e especiais como é o caso de casamentos ou gravidez

Compra e vende roupa em segunda mão

Podes vender a roupa que já não te serve ou que já não usas nas tuas redes sociais ou vendê-la em sites que têm uma maior visibilidade para mais pessoas. Também podes aproveitar para comprar para ti e dares uma nova vida a várias peças de roupa.

Sabes que a MyCloma te pode ajudar neste desafio?

A MyCloma é uma plataforma online de venda de roupa em segunda mão, criada por jovens empreendedores Portugueses, que diminui o impacto da produção têxtil no nosso planeta.

Este projeto promove a economia circular ao aumentar o ciclo de vida da roupa que já não usamos e que pode ser útil a outras pessoas. O objetivo é “Mostrar que é possível comprar peças boas, com qualidade, a preços acessíveis e simultaneamente ajudar o ambiente e evitar o desperdício!”.

Podes vender e comprar roupa para mulher, homem e até mesmo para criança com ou sem marca, de todos os tamanhos. Precisas de um incentivo para começares esta nova etapa? A EcoXperience e a MyCloma têm um GiveAway dedicado especialmente a ti!

Imagem com giveaway MyCloma

Imagem 3 – Giveaway em conjunto com a MyCloma

Fica a conhecer tudo aqui.